.:: Norberto Lobo -"5.as à Noite nos Museus. Verão 2010"
Quinta-Feira, 9 de Setembro 2010 // 22:00 h
29-06-2010
Norberto Lobo é um dos mais promissores e celebrados guitarristas portugueses da nova geração, havendo quem o compare a nomes como Carlos Paredes ou John Fahey. Tal como este último, o seu universo musical desenrola-se em torno da exploração da guitarra, trabalho que, até ao momento, se traduziu em dois álbuns: «Mudar de Bina» (2007) e «Pata Lenta» (2009).
O ano passado foi um dos músicos fotografados por Vera Marmelo, cujo retrato integrou a exposição «Nova música _ Música nova _ Novos músicos», tendo igualmente passado pelo Museu com os Tigrala, num concerto que certamente ficou na memória dos que puderam assistir. Regressa agora, a solo, integrando a programação das “5.as à Noite nos Museus. Verão 2010”, a decorrer até 23 de Setembro.
Sandor Mester, também conhecido como MS3, é um guitarrista profissional de origem Húngara. Em Março de 2010 apresentou pela primeira vez o seu trabalho no Museu da Música num concerto de que guardou boas recordações. Regressa agora com um programa de música antiga (barroco e renascença), contando com uma pequena colaboração do Trio Académica, constituído por três dos seus alunos: Jorge Garcia, Alfredo D. Egídio dos Reis e Joaquim Reis.
Sandor Mester descende de uma família de músicos e é considerado o mais activo guitarrista clássico do seu País. Com um currículo onde se inclui a obtenção do grande prémio do concurso nacional de guitarristas clássicos húngaros com apenas 17 anos, Mester vive actualmente em Lisboa, dedicando o seu tempo e talento a vários projectos, como por exemplo o duo Dramaticanto com Isabel Ruth ou a sua recém-criada escola de guitarra em Telheiras.
O Museu da Música está a aceitar candidaturas à primeira edição do seu programa de estágios, no âmbito do qual pretende acolher jovens adultos interessados em desenvolver projectos que têm por base as colecções e actividades promovidas pelo Museu.
O programa inicia-se já em Novembro e terá como objectivo proporcionar diversas experiências de trabalho de introdução às profissões museais.
Expectativas e Realidade na Criação de um Museu Instrumental durante a 1.ª República
02-09-2010
A história do Museu da Música remonta à primeira república, mais concretamente a 1911. A mudança de regime abriu portas à esperança de um renovar da sociedade e das possibilidades de progresso e desenvolvimento civilizacional, traduzido entre variadíssimos outros aspectos pela ideia de criar o chamado Museu Instrumental de Lisboa.
Nascido, portanto, na sequência da Revolução de 1910, o Museu da Música não podia deixar de prestar uma atenção especial a este momento histórico, do qual partiu para fazer uma reflexão crítica sobre a sua própria existência e grau de cumprimento da sua missão até ao presente momento, em particular num momento em que se volta a discutir o seu futuro.
Com a exposição «Tempos e Contratempos» há, portanto, uma tentativa de reflectir sobre diferentes temas, pessoas, e perspectivas históricas e musicais que envolvem a I República na esfera da génese do Museu, destacando-se a figura de Michel’angelo Lambertini, a colecção de Alfredo Keil e o papel de José Relvas.